Este é o Blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão Católico por Confissão, professor por ofício, poeta por vocação e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

OLAVO DE CARVALHO NA REDE VIDA



Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

QUE O FRUTO SEJA BOM - em pdf

QUE O FRUTO SEJA BOM

QUE O FRUTO SEJA BOM

Escrevinhação n. 768, redigida em 07 de julho de 2009, dia de São Vilibaldo e da Bem-aventurada Maria Romero Meneses, 14ª do Tempo Comum.

Por Dartagnan da Silva Zanela
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Não basta que apenas a semente seja boa. É fundamental que o solo onde ela for lançada seja bom ou pelo menos apropriado para bem receber a semente e germinar algum fruto. Eis aí o grande dilema de toda mensagem atirada aos quatro ventos, eis aí o grande dilema da educação e, conseqüentemente, da vida humana.

Ensina-nos Santo Agostinho, Bispo de Hipona, em seus comentários ao Evangelho de São João, que quando Deus entregou a Moises os Mandamentos o fez em tábuas de Pedra, devido ao duro e infértil solo que é o coração dos homens. Aquele que É inscreveu na pedra Seus mandamentos, na pedra de nossa incompreensão presunçosa.

Doravante, quando o Verbo se fez carne e, em uma de suas passagens, os fariseus trouxeram-lhe a mulher adultera para que ele a julga-se Esse, antes de se pronunciar, inclinou-se suavemente junto ao chão e escreveu algumas palavras no solo. Ou seja: Deus, agora não mais se contenta em apenas proclamar a Sua Lei, ele clama por um solo fértil onde ela se inscreva, tal qual o gesto de Nosso Senhor demonstra simbolicamente. Que o coração de pedra converta-se em solo bom para receber a palavra que está sendo semeada por Ele que se fez carne.

Bem, quanto ao final da passagem deste trecho do Evangelho de São João todos nós conhecemos: “O que de vós está sem pecado, seja o primeiro que a apedreje”. Essa é a enxada com que o Cristo revolve o nosso coração pedregoso e daninho, para que Sua palavra possa criar raízes em nossa alma. Com essas palavras Ele nos convida para uma silenciosa e profícua reflexão sobre a nossa natureza e sobre nossas fingidas e hipócritas maneiras de ser.

Voltar o olhar para dentro de nossa alma, em nossos átrios e reconhecer todas as limitações e, desse modo, podermos a partir de nossa realidade pessoal, existencial, galgar patamares mais elevados de dignidade. Todos os que ali estavam para apedrejar a dama também se faziam presentes naquele local para tentar distorcer a Verdade com suas poses de supostos letrados ou de impávidos moralistas, todos prontinhos para julgar e condenar tudo que estava a sua volta e, em especial, aquela que estava caída no chão, rodeada de cães raivosos e diante do Verbo Encarnado que, ao contrário da multidão É Verdadeiro, Justo e Manso.

E o que fez o Cristo? Instigou a todos para que fechassem suas vistas para poder enxergar a realidade. Provocou a todos para moverem o foco de seu olhar das aparências exteriores que nos são apresentadas para que reconhecêssemos bem a nossa medíocre realidade interior e assim compreender que temos um árduo caminho para trilhar em nossa elevação para nos tornarmos uma pessoa digna de Suas promessas.

Se passou dois milênios, e o que temos nos dias hodiernos como lição primeira em nosso sistema educacional e de nossa sociedade como um todo? Não mais a provocação feita pelo Cristo e, de modo menor, anteriormente, pelo ensinamento inscrito nos umbrais do Oráculo de Delfos. Conhecer-se a si mesmo, conhecer a realidade plena de nós. Nenhum dos presentes na cena Evangélica conhecia-se, de modo similar a nós que também não nos conhecemos e, para piorar um pouco mais o entrevero, não fazemos muita questão de nos conhecer. Aliás, se a cena Evangélica fosse hoje, como seria o seu desfecho? Tenho até medo de imaginar.

Instigamo-nos uns aos outros para vermos quem é capaz de encontrar a maior trave no olho alheio, quem é capaz de falar mais da corrupção do sistema, da sociedade, de tudo, porém, em nenhum momento paramos para meditarmos sobre a torpeza que habita e infecta nossa alma. E o pior de tudo é que esse é o tom que dita o passo de nosso sistema educacional.

Estou exagerando? Então pergunto: quantas vezes, quando aluno (ou mesmo seu filho) fez uma redação onde se instigava o neófito a considerar a sua realidade interior ou os seus erros como pessoa? Quantas vezes houve a motivação para uma análise de suas atitudes, gestos, omissões e pensamentos? Provavelmente nunca. Todavia, sobram as ocasiões onde fomos e somos (informalmente ou formalmente) instigados a redigir textos e a discutir assuntos sobre realidades externas de ordem social, política e econômica que, na maioria das vezes, o fazemos de modo superficial sempre com o objetivo de posar de bom moço, crítico e preocupado, com problemas que mal compreendemos e, no fundo, não nos importamos francamente.

Ora, como fazer algo melhor se não compreendemos nem a nós mesmos tal qual a multidão de fariseus que desejava apedrejar a mulher adultera?

Veja bem, um dos ensinamentos fundamentais que, penso eu, deve-se resgatar, é a responsabilidade que deve ser inerente ao ato de conhecer. Esse ato não pode, de modo algum, ser feito de modo leviano, como uma encenação onde os professores fingem saber algo e os alunos simulam estar compreendendo e praticando esse algo.

Toda vez que nos pronunciamos sobre um assunto estamos assumindo a responsabilidade pelo que acabamos de dizer, gostemos ou não disso. Bem, e o que vamos dizer de uma sociedade que ufana uma educação que estimula a incontinência verbal? O que vamos dizer de uma sociedade que desdenha a importância do silêncio na formação de indivíduo humano? O que vamos dizer de sobre nós?

Provavelmente nada. Então que atirem as primeiras pedras! Entretanto, não nos esqueçamos que todas as pedras, neste caso, inevitavelmente serão atiradas para cima e, provavelmente, todos nós, conhecendo ou não, gostando ou não, temos um belo telhado de vidro. Bem, e que ele seja quebrado para que, quem sabe, possamos realmente começar a nos conhecer e um, porque não, dar bons frutos.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

COMENTÁRIOS DA SEMANA DE 29/06/2009 A 03/07/2009.

Comentério realizado por Dartagnan da Silva Zanela ao programa Boas Notícias
no dia 29 de junho de 2009.

Dartagnan da Silva Zanela - PALAVRAS E SENTIMENTOS

Comentério realizado por Dartagnan da Silva Zanela ao programa Boas Notícias
no dia 30 de junho de 2009.

Dartagnan da Silva Zanela - SEM DIZER NADA

Comentério realizado por Dartagnan da Silva Zanela ao programa Boas Notícias
no dia 01 de julho de 2009.

Dartagnan da Silva Zanela - NÓS SOMOS O MUNDO

Comentério realizado por Dartagnan da Silva Zanela ao programa Boas Notícias
no dia 02 de julho de 2009.

Dartagnan da Silva Zanela - SERENIDADE

Comentério realizado por Dartagnan da Silva Zanela ao programa Boas Notícias no dia 03 de julho de 2009.

Dartagnan da Silva Zanela - PAZ CONSIGO

Sábado, 4 de Julho de 2009

O DELÍRIO DE DAWKINS EXPOSTO

Nestes vídeos, o filósofo Dr William Lane Craig expõe de maneira límpida e cristalina a falha completa e irrecuperável do argumento central do livro “Deus, um Delírio”, escrito por Richard Dawkins.



Fonte: http://www.apologia.com.br/

Domingo, 28 de Junho de 2009

REFLEXÕES BLÓGICAS – XXI

Algo literalmente incompreensível para a média geral da sociedade brasileira é o amor pelo conhecimento, o amor para com a procura pela Verdade. Em regra, a maioria das pessoas procura cursar qualquer curso não por uma motivação interior que as guie por essa ou aquela vereda. Na maioria das vezes o que nos move a estudar algo é tão só uma reles motivação externa ligada diretamente a sua auto-preservação o que, de certa forma, é normal. O que não é normal é sobrepor essa segunda motivação sobre a primeira e tratar essa como inexistente e mesmo pacóvia. Desse modo, os estudos, nas suas mais variadas formas de encaminhamento, se reduzem a um caminho miúdo para os sabujos bípedes conseguirem garantir a sua lambida no osso da sobrevivência e nada mais. Agora, procurar dedicar a sua vida a vereda da compreensão da Verdade, isso é algo para quem procura uma existência superior a de um tatu-bola o que, por sua deixa, é algo que a média geral dos indivíduos, não quer saber de ouvir falar. Mas, por quê?
Dartagnan da Silva Zanela,
em 28 de junho de 2009.

Miguel de Unamuno: La Aventura del Pensamiento

Parte II e parte III

Programa Ave Maria, 25 de junho de 2009.

AVE MARIA é o programa da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda a sexta-feira das 18h00 as 18h15 pelas ondas da rádio Iguaçu FM. Nas quintas, o Programa AVE MARIA é apresentado por Dartagnan da Silva Zanela.

Sábado, 27 de Junho de 2009

DOIS COMENTÁRIOS EM UMA SÓ VOZ

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 25 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias da Rádio Cultura AM/FM.

Dartagnan da Silva Zanela - OPERAR A VERDADE

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 26 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias da Rádio Cultura AM/FM.

Dartagnan da Silva Zanela - SILÊNCIO

COM A PALAVRA, THOMAS MERTON

“Temos uma máscara externa, superficial, que juntamos às palavras e às ações que não representam plenamente tudo o que há em nós; assim também, até as pessoas de fé tratam com um Deus feito de palavras, sentimentos e slogans reconfortantes, menos o Deus da fé do que o produto de rotinas sociais e religiosas. Esse ‘Deus’ pode tornar-se um substituto da verdade do Deus invisível da fé, e, embora essa imagem reconfortante possa parecer-nos real, ela é realmente uma espécie de ídolo. Sua função principal é proteger-nos contra um encontro profundo com nosso verdadeiro eu interior e com o verdadeiro Deus.”
Fonte: AMOR E VIDA de Thomas Merton.

REFLEXÕES BLÓGICAS – XX


“Michael Jackson morreu, você sabia professor?” Assim me foi contata a notícia por meus alunos do Ensino Fundamental logo após uma avaliação que eu havia aplicado e, no mesmo instante em que me foi feita essa indagação disse-lhes que o senhor Jackson é um exemplo perfeito de que o dinheiro e a fama, definitivamente, não são sinônimos de felicidade. Quanto mais famoso esse senhor ficava, mas infeliz tornava-se. Nos últimos dias de sua vida ele havia se transfigurado em uma caricatura grotesca de devaneios sem sentido. Por isso, disse a meus jovens alunos e aqui repito que a felicidade humana não está na vereda da fama e da fortuna material. A felicidade sempre estará na senda da Verdade que se encontra nos suaves passos do amor caritativo.
Dartagnan da Silva Zanela,
em 27 de junho de 2009.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

TRÊS COMENTÁRIOS EM UMA SÓ VOZ

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 22 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - O MISTÉRIO DA VERDADE

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 23 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - AMOR E VERDADE - parte I

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 24 de junho de 2009 para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - AMOR E VERDADE - parte II

Ortega y Gasset: La Aventura del Pensamiento


parte II e parte III

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

PARA AQUELES QUE AMAM A VERDADE - pdf

PARA AQUELES QUE AMAM A VERDADE

PARA AQUELES QUE AMAM A VERDADE

Escrevinhação n. 767, redigida em 23 de junho de 2009, dia de São José Cafasso, 12ª Semana do Tempo Comum.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Deus reside em todos os homens, mas nem todos os homens estão Nele”.
(Sri Ramakrishna)
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Muitos são os casos onde se presencia a doutrinação ateística nas Instituições de Ensino, seja ela de maneira sutil através de idiotas úteis (como diria Lênin) ou mesmo através de idiotas confessos e tomados pela soberba. Por meio desse mísero libelo, gostaríamos de partilhar algumas considerações a respeito do segundo tipo que, por sua deixa, muito se faz presente em nosso sistema educacional das mais variadas maneiras.

Não são poucos os casos onde alunos e pais apresentam-se um tanto apreensivos frente à insistência de alguns de seus “mestres” em tentar “provar” que Aquele que É não existe (de maneira direta ou indireta). E às vezes esses ditos “mestres” chegam a se queixar da intolerância dos alunos e de seus respectivos pais frente a não aceitação de seu credo materialista e/ou niilista. Bem, já nesse ponto que a porca, de cara, torce o rabo. Se estes senhores se auto-proclamam livres pensadores simplesmente por declararem suas crenças aos quatro ventos deveriam saber e, principalmente, compreender, que todos os outros têm o direito de não aceitar as suas palavras. De mais a mais, quando se afirma que o Estado é laico, isso é válido não apenas para Confissões religiosas, mas também para credos políticos e mundanos.

É claro que eles, mestres do saber humano, dirão que até aceitam que os alunos não comunguem de suas “convicções” desde que os seus opositores o refutem. Puts! Que sacanagem. Exigir isso de um garoto tem um nome bem apropriado: chama-se covardia. Mas vamos lá, vejamos o que podemos, em poucas palavras, dizer então a respeito do problema “a existência de Deus”.

Primeiro, a revolta contra Deus é típico de mentalidades imaturas que não se dedicaram da maneira devida ao estudo dos problemas filosóficos, porém, mesmo assim, julgam-se cônscios da razão de tudo que existe e, por isso mesmo, imaginam que estão autorizados a profetizar um novo mundo, uma nova moralidade e, porque não, um novo ser humano. Por uma revolta interior, o indivíduo tomado pelo orgulho, pela inveja do Criador, imaginando poder tornar-se um novo Criador para melhorar a obra do Primeiro, como nos ensina Hans Urs von Balthasar.

Não é à toa que é comum nos primeiros anos de um Curso superior um estudante cair nas águas turvas e lúgubres da descrença, tal qual ocorreu com esse que voz escreve em sua porca juventude. Todavia, permanecer em tal lamaçal é um sinal de grave estado de disparate existencial.

E o que é mais interessante nesse fenômeno, a descrença, que praticamente a massa absoluta dos ateus (sejam eles militantes ou não) e agnósticos, estão convictos da inexistência da “Estrutura do Real”, porém, não são capazes de apresentar o conceito de Deus, visto que, o que leva a maioria das pessoas a cair nesse fosso não é um problema de ordem metafísica, mas sim e tão só, de ordem moral. Essas pessoas, via de regra, vêem na massa de praticantes da religião herdada de seus pais e de sua comunidade um determinado ar de hipocrisia e, por não ver realizado plenamente as Virtudes ensinadas pelo Credo nos fiéis praticantes, esses rejeita o Criador, como nos aponta o filósofo Mário Ferreira dos Santos. Todos são pecadores, todos possuem faltas, apenas eles se vêem acima do bem e do mal. E depois os fiéis é que são hipócritas.

Doravante, por essa razão que Platão em sua obra AS LEIS nos ensina que os mais elevados estudos não são recomendados a todos, mas apenas a um pequeno número de pessoas, pois, conforme seu testemunho (que é infinitamente mais elevado do que o deste caipira que vos escreve), uma ignorância absoluta é menos malévola e não mais temível que um conjunto de conhecimentos mal dirigidos. Trocando em miúdos: filosofia nas mãos de tolos presunçosos gera mais confusão na alma humana do que abertura para uma vereda que leve à Sabedoria. E, como nos admoesta o filósofo francês de François-René Chateaubriand, um estudo assim dirigido converte-se em uma pseudociência que, nada mais é que um labirinto onde o indivíduo avança sempre mais e mais para fundo, quando pensa que está saindo para visualizar a luz. Por isso, indago: o que se pretende ensinar com o insuflamento de uma descrença que, em geral, nem mesmo os descrentes (ateus e agnósticos) não compreendem?

E repito: não compreendem mesmo. Não? Pois bem, para fechar a tessitura dessas nossas linhas, propomos o seguinte: se você conhece uma pessoa que seja atéia ou agnóstica (ou mesmo se essa pessoa seja você), proponha o seguinte problema: primeiramente levante o status questione da discussão em torno da existência de Deus. Faça um levantamento dos principais filósofos e teólogos que apresentaram e discutiram a questão. Fazendo isso, você verá que apenas na modernidade a negação Daquele que É foi aceita como algo “respeitável”.

Feito isso, procure, em um processo de depuração dialética confrontar todas as conclusões dos sábios que dedicaram suas vidas meditando sobre Ele e, deste modo, tente para provar a impossibilidade da existência de Deus. Repito: tente, seriamente, após refletir sobre a discussão do tema, provar a impossibilidade da existência de Deus.

Provavelmente tal questão nunca foi devidamente meditada por esses sujeitos e se em algum momento foi, provavelmente foi de uma maneira deslocada. No mínimo, por terem lido Nietzsche e Marx (os mais populares nesse meio), ou Richard Dawkins e Daniel Dennett (os mais chiques) imaginam que já resolveram toda a questão. E o pior de tudo isso é que eles se auto-declaram pessoas “esclarecidas” e “críticas” por agirem assim. Que meleca.

E olha, fala para ele não vir de malandragem, pois esse é um problema que, provavelmente, ele (ou você) nunca dedicou o devido tempo de seu precioso intelecto e, principalmente, a necessária seriedade.

De mais a mais, se você quer descrer da existência da Estrutura da Realidade, que é Deus, não tem problema, Deus continuará sendo Deus mesmo que você seja incapaz de aceitar a realidade de Sua presença, pois, como nos explica Frithjof Schuon, Deus é a estrutura da realidade. Mesmo que nós desdenhemos determinadas facetas do Real, Ele lá estará tal qual nos apresenta a alegoria da Caverna de Platão no livro VII de sua obra A REPÚBLICA e na Metafísica de Aristóteles em seu capítulo VI.

Por fim, não pense que eu estou impondo algo (eles adoram se fazer de vítimas do mundo e da sociedade), visto que, se Deus, em Sua infinita misericórdia tolera os ateus militantes, não serei eu que irei impedi-los e muito menos a forçá-los a parar com sua pregação mundana. A única coisa que poderá refrear esse impulso insano é a consciência que lhes foi dada por Aquele que tanto negam.

Mas, me permitam um conselho: use-a, a tal da consciência, com seriedade e não como um brinquedinho para se auto-iludirem em sua vaidade e presunção.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Ministério da Saúde Financia Documentário Abortista

O CONTEMPLATIVO

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 17 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - O CONTEMPLATIVO

APRENDA A MEDITAR

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 16 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - APRENDA A MEDITAR

A ÚNICA DESGRAÇA REAL - em pdf

A ÚNICA DESGRAÇA REAL

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

A ÚNICA DESGRAÇA REAL

Escrevinhação n. 765, redigida em 15 de junho de 2009, dia de Santa Julita e São Ciro, 11ª Semana do Tempo Comum.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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As lamentações humanas não têm fim. Cada dia que passa nos tornamos mais infantis. Lamentamos sobre tudo e a respeito de praticamente todos e, o mais engraçado com relação a isso é que quanto mais lamentamos dos infortúnios que nos assolam, mais nos sentimos seguros de quem somos e, consequentemente, do que nós queremos para a nossa vida. Ou seja: sem estarmos cônscios de quem somos, imaginamos que estamos altamente gabaritados para reivindicar o que é melhor para nós, mesmo que não saibamos claramente quem é esse tal de “nós mesmos”.

Parece estranho que insistamos neste ponto, mas, confesso que esse realmente é o ponto que mereceria receber a maior porção de nossas forças em sua investigação e devida meditação, pois esse é o porto seguro donde parte todo singrar de nossa vida. Uma vida onde o sujeito dela é um ilustre desconhecido é uma vida vivida sob a tutela de outros que acabam nos dizendo o que somos e quem devemos ser, justamente por não nos importarmos devidamente com a realidade de nossa pessoa.

É até engraçado, para não recorrer a nenhuma outra expressão, vermos círculos de pessoas, fundamentalmente preocupadas com a hercúlea tarefa de desperdiçar as suas vidas em conversas tolas com aquele ar de desdém vitorioso a perguntar-se: “Quem sou eu? Sei que nada sei? Rarara...”, e assim por diante. Sabe, fazendo o tipo de quem se julga uma pessoa plenamente resolvida e senhora de si, mesmo que gaste boleras em conversas que apenas acumulam em sua alma palavras sem significação alguma, se nenhuma relação com a realidade ou com o desejo de contemplar a Verdade.

Não é questão de ser moralista ou coisa do gênero, mas sim, de meditarmos sobre uma questão muito simples. Se somos realmente o bicho da goiaba que julgamos ser, por que gastamos tanto tempo e dinheiro para dissimular a imagem de quem realmente somos? Se somos realmente o Ari Pistola que achamos ser, por que nós, seres humanos modernos, tememos tanto a morte? Bem, é aí que a porca torce rabo.

Quando pensamos na finitude de nossa existência nos defrontamos com o espelho da Verdade sobre nossa vida. Isso mesmo. Quando nos é indagado “quem somos nós” e “o que somos nós” essa pergunta deve ser realizada na plenitude da realidade humana, que é a solidão, conforme nos ensina José Ortega y Gasset. E é interessante o quanto essa questão ganha à devida densidade em nossa vida quando, como dizem os populares, sentimos o cheiro do caixão, ou quando alguém muito próximo e querido por nós vem a falecer.

Nos momentos em que experimentamos uma situação como essa, imediatamente nos vem uma sensação de que se nós morrêssemos naquele instante teríamos sido o ser humano mais idiota e medíocre do mundo por ter vivido da maneira mais estúpida possível. Em maior ou menor proporção, essa é a impressão que aflora em nossa alma a partir da experiência de morte, tanto que o indivíduo reflete sobre a sua vida e passa a querer levá-la de um modo mais dignamente humano, porém, nem sempre essa impressão deita firmes raízes na alma do elemento o que leva, muitas das vezes, esse estado de reflexão ser fugidio. Mesmo assim, o que ele quer após isso é aproveitar a vida de uma maneira melhor.

O interessante nisso tudo é que, antes do elemento viver essa situação ele procurava nortear a sua vida pelas veredas ditadas pelas suas desenfreadas paixões que, de maneira raivosa, o guiava para o que há de mais baixo em uma vida e ele chamava a isso de “aproveitar a vida”. Espere aí! Mas o que então significa solver tudo o que a vida tem a nos ofertar? Que vida humana pode ser tida como uma vida plenamente vivida?

Isso irá depender do que você entende por humano e que tipo de humano você pretende apresentar diante de Deus. É meu caro. Essa é a densidade devidamente apropriada à pergunta insistentemente repetida por esse mísero missivista. No silêncio de nossa solidão é que nos defrontamos com a plenitude de possibilidades humanamente possíveis que podemos realizar mesmo estando, neste momento, imersos em nossa miséria humanamente rasteira que prefere rastejar junto à lama da alcova das paixões do que se entregar a esse Mistério que nos convida a transcender as aparências que atocaiam nossas vistas em nome de nossas vilezas.

Olha, a muito, quando ainda vivo, Mahatma Gandhi dizia-nos o seguinte: “Acreditem-me quando lhes digo depois de 60 anos de experiência que a única desgraça real é a de abandonar o caminho da Verdade”. E a maneira mais fácil de nos entregarmos a esse infortúnio é não sendo sinceros para conosco mesmo. Pô! Se não somos francos com o mané que aparece refletido no aço do espelho, com quem e com o que seremos?

Quem é você? O que é você? Não me conte e nem resmungue. Apenas pense o que você apresentaria perante o Sapientíssimo como sendo a sua pessoa e em que medida isso que seria apresentado realmente seria você ou, se não passaria apenas de mais um embuste para, de maneira covarde e tosca, nos escondermos de nossa realidade humana humanamente negada. O que seria? O que será?

Domingo, 14 de Junho de 2009

História de João Paulo II - italiano-português

parte II - parte III - parte IV - parte V - parte VI

SABEDORIA DIFERENTE

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 12 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - SABEDORIA DIFERENTE

REFLEXÕES BLÓGICAS – XIX


Nesta sexta-feira um aluno solicitou uma orientação quanto a um trabalho que ele iria apresentar em um evento e em meio a nossa conversa tocamos no assunto que versa sobre o estado em que se encontra o ensino em nosso país. O garoto me confidenciou que um de seus professores havia afirmado que tudo é arte, que até mesmo um estupro teria o seu valor estético, que teria a sua beleza artística. Ora raios, depois essa tigrada não sabe porque a educação está desse jeito. Por causa de dementes como esse que ocupam uma cadeira em uma Universidade que a educação se converteu em um anti-horizonte. Putz grila! E o pior de tudo é que um elemento como esse é respeitado como sendo uma pessoa descente e de moral ilibada com direito a todos os não me toques possíveis. Assim o é devido à total imoralidade de nossa sociedade que chama pessoas como esse senhor de “educador”.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 14 de junho de 2009.

Sábado, 13 de Junho de 2009

NOSSO INIMIGO

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 08 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - NOSSO INIMIGO

BREVES MEDITAÇÕES SOBRE UM PROPÓSITO - em pdf

BREVES MEDITAÇÕES SOBRE UM PROPÓSITO

PADRE PAULO RICARDO FALA SOBRE AS IMAGENS

Parte I


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Parte II

UBIRATAN IORIO - PALESTRA NS FEBRATEL SP

Parte II - parte III - parte IV - parte V

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

COM A PALAVRA, THOMAS MERTON...

“Aprenda a meditar sobre o papel. Desenhar e escrever são formas de meditação. Aprenda a contemplar as obras de arte. Aprenda a orar nas ruas ou nos campos. Saiba meditar não só quando você tem um livro em mãos, mas também enquanto espera um ônibus ou viaja de trem. Penetre, sobretudo, na liturgia da Igreja e faça do ciclo litúrgico uma parte de sua vida — deixe que seu ritmo invada o seu corpo e a sua alma”.

A VIDA VIRTUOSA

Comentério feito por Dartagnan da Silva Zanela no dia 11 de junho de 2009
para o programa Boas Notícias.

Dartagnan da Silva Zanela - A VIDA VIRTUOSA

DOCUMENTÁRIO PADRE PIO - TV CANÇÃO NOVA

Parte II - parte III